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… Eu faço um.
Hoje foi um dia daqueles típicos que você se vê obrigado a resolver seus problema por conta própria, porque quem poderia fazer o serviço ter “arregado” ou pela impossibilidade de conseguir o que precisa rápido, ao alcance de uns dias e não uma eternidade vinda da China .
A primeira delas é que precisei de um soquete de bateria, para uma bateria SL-750 de lítio inorgânica. O soquete pra isso existe, custa barato, mas pergunta se acha fácil fácil e rápido? O jeito é fabricar um a partir da sucata.
O tubo preto saiu de uma velha bateria de notebook. É o enchimento que colocam pra tomar o lugar de uma “pilha” não usada, pra tudo não ficar jogando lá dentro. As chapinhas com mola saiu de algum radinho de pilhas velho ou brinquedo. Era justamente o contato do suporte de pilhas de alguma coisa que virou sucata.
Um pouco de cola, lixa e dremel, e isso tudo, virou isso:
Com a bateria instalada:
Ficou bom né?
A segunda coisa foi o seguinte, um embornal (ou bolsa como queira) de lona que eu tinha a anos, estava tão podre que não tinha mais conserto. Como eu tinha aqui uma bolsa que era de um alforje pequeno que foi cortado e divido em duas bolsas separadas, pensei em pregar uma alça nela e promove-la a embornal.
Como alça, usei uma guia de cachorro que cortei e usei a tira de nylon. Ai precisava costurar isso a bolsa. Procurei algum tapeceiro pra fazer isso e só achei um trabalhando. Quando expliquei o que precisava ele arregou inventando um monte de dificuldades.
Voltei pra casa e fiquei pesando em como resolver. Enquanto desmontava a fivela original, que era presa por sistema de ilhós, me deu um estalo! No dia anterior arrumando umas coisas aqui, encontrei isso:
Esta coisas sobraram de um projeto antigo, são ilhoses e chapinhas compradas em lojas de armarinho.
O resultado? Bem, as pontas para não desfiar, passei o ferro de solda bem de leve na ponta e derreti os fios, deixando a ponta da tira selada.
Por dentro coloquei pequenas arruelas pra que a lona não desfie. Os furos na lona e alça foram feitos com um vazador.
A fivela reaproveitada que deu a idéia de como resolver o problema, pois é presa pelo mesmo sistema dos ilhós.
E o que sobrou da gambiarra, que mais que deu certo. Um mosquetão bem avantajado que vai ficar guardado esperando algum uso que possa surgir. O resto da cinta vai pro lixo pois é muito pequeno pra servir pra alguma coisa.
Gosto deste tipo de embornal pequeno (são muito usados por pescadores pra carregar a tralha de pesca) pra carregar as coisas como celular, carteira, chaves, quando estou andando de moto. Mais prático. Essas coisas no bolso, de moto é pedido pra um desastre. Já quebrei celular desse jeito, já perdi chave.
Então me habituei a carregar essas coisa no embornal.
O que vocês geralmente fazem com lâmpadas CFL ou de LED quando elas “queimam”?
Bem, eu costumo desmontar pra retirar o reator eletrônico, para reaproveitar o toroide que tem neles. Mas nessas idas e vindas desmontando lâmpadas, você se pergunta, porque não tentar consertar, se não estiver muito “torrada”?
Pois bem, passei a fazer isso a algum tempo atrás. Em geral eu ganho essas lâmpadas de amigos que naturalmente iram jogar no lixo.
Esses dias estava com uma caixa aqui que juntou umas 15 lâmpadas pra desmontar e ver o que dava pra reaproveitar. Destas aproximadamente 15, consegui recuperar 7 delas, as abaixo.
São 3 LED e 4 CFL. Defeitos?
As de LED com bocal E27 era apenas capacitor estufado ou ESR nas nuvens. A tubular, apenas a bobina do driver estava solta dentro do tubo, essa lâmpada é praticamente nova, e levou um tombo e arrancou a bobina da placa. Umas gotinhas de cola rápida, dois pontinhos de solda e voilà, funcionando.
As CFL. A G&E, reator pifado, troquei um bom que saiu de outra. A Philips, fusível queimado e um transistor em curto. A Osram um diodo em curto e fusível queimado e a FLC também troquei o reator inteiro.
Bem, tudo ai pro lixo, certo? Em geral verifico se vale a pena da seguinte forma.
LED, basta dar uma boa olhada nos LED, se não estiverem com um “furinho” preto, pega o multímetro analógico e testa um por um. Se estiverem OK, o driver foi pro espaço. O driver em geral estufa capacitor ou morrem em definitivo. Quando é capacitor, troca. Um capacitorzinho de 50 centavos e pronto. Se o driver morreu, pega de uma outra lâmpada led sucata que esteja bom e seja da mesma potencia.
Se tem led pifado, se for um ou dois no máximo, eu troco, pego de lâmpada doadora. Mais que isso vira sucata doadora de peças. Não aprovo o que já vi muita gente fazendo que é tirar o led ruim e colocar em curto, deixando um led a menos.
As CFL, primeiro observo se o “pé” do tubo de vidro não está preto. Se está, é lixo e só tiro o reator. Se não está preto, abro com cuidado e meço a continuidade dos filamento do tubo. Se ok conserto, se aberto, novamente tira o reator e joga o resto na reciclagem.
O reator se perder mais do que 5 minutos nele vai pra caixa de sucatas. Se estiver muito “cozido” (em geral a placa fica marrom) é sucata também. Em geral inspeção visual já se acha os defeitos. Quando tem fusível, se esta queimado, olhar os diodos da ponte retificadora e transistores. Olhe também os resistores de baixo valor que estão ligados nos transistores. Troca o que está aberto ou em curto. Não funcionou? Sucata. No caso de o bulbo estar bom pego outro reator de potencia igual na caixa de sucata e monto no lugar.
A caixa de sucatas pra salvar as candidatas.
Agora respondendo se “compensa”.
Pra mim, sim!
Uma LED custa por volta de 12 a 15 reais aqui no supermercado. Uma CFL de 8 a 12 reais.
Bota a 10 reais cada uma ai… são 70 reais que tirei do lixo.
Um amigo ia jogar tudo fora só porque estava já meio enferrujado. Eu que sou daqueles que não gosta de jogar as coisas fora falei pra ele: Passa pra cá que eu reaproveito assim mesmo.
Observando bem de perto deu pra ver que a ferrugem era apenas superficial, deve ter espirrado um pouco de água e deixaram secar ao natural. Ai enferruja mesmo. Pena que não me atentei de fazer uma foto de como estava antes, alias nem era idéia postar isso aqui.
Ué… mas cadê a ferrugem? Quem é meio metido a alquimista caseiro sabe como resolve problema de ferrugem.
Deixei de molho em uma mistura de 1/2 copo de vinagre e 1 1/2 de água por 5 horas e adeus ferrugem. Lavagem com uma solução de 1 copo de água e 1 colher de chá de bicarbonato de sódio pra neutralizar o ácido acético do vinagre.
Depois é só lavar bem e secar forçosamente (usei um secador de cabelos) e por fim adicionar algumas gotas de óleo singer e misturar tudo até sumir, bota no jornal pra escorrer algum eventual excesso e pronto, pode guardar e reutilizar.
Ganhei esta parafusadeira como brinde por participar um painel de pesquisas online de uma empresa conhecida, e isso faz tempo, esse programa não existe mais, uma pena, pois você juntava pontos e trocava por brindes e podia escolher o brinde que mais lhe agradava ou que você precisava numa espécie de lojinha. Saudades.
Curiosamente isso acabou no “desgoverno” do PT, quando também várias empresas pularam fora do Brasil. Até pra isso eles serviram.
Mas vamos lá, esta parafusadeira já tem uns 5 anos comigo, e a bateria começou a falhar. Não segura mais carga. Então, resolvi reformar a bateria.
Mas, que tipo de bateria colocar ali? As originais eram de NiCD, velhas conhecidas por efeito memória, etc… Olhando pras gavetas aqui, vi que tenho várias 18650 dando sopa aqui. Então pensei, porque não converter a bateria pra usar as 18650 e ganhar uma autonomia maior?
Curiosamente, meu amigo Pakéquis teve a mesma idéia, alias, tivemos praticamente juntos!
Pois assim que ele fez o post, fazia cerca de uma semana que tinha recebido da china, a plaquinha de controle de carga! Porem tive problemas com a compra. Havia comprado um kit com 5 placas, e o chinês me enviou apenas uma! Toca abrir disputa e pedir reembolso da diferença do valor, mas deu tudo certo.
Então vamos desmontar. Por sorte a bateria é fechada com parafusos, nada de cola!
Até parece que foi feito pra usar 6 baterias 18650! Coube certinho! Essas 18650 saíram de um pack de bateria de notebook que deu defeito na placa de controle, então todas as 6 baterias estavam ok!
Fecha certinho, sem forçar nada!
Esta é a placa de controle de carga que usei, foi comprada no AliExpress. Caso o link ai não funcione no futuro, pesquise por 18650 3s board. Tem vários modelos, escolha a que couber melhor no seu projeto.
A ligação não tem segredo. Utilizei duas 18650 em paralelo para cada grupo. Para manter as baterias fixas e facilitar a montagem, colei uma a outra com super-cola.
Para ligação usei pedaços de fio retirado de uma sucata de fonte de PC.
Dá pra acomodar tudo sem dificuldade alguma no pack original. Pra manter a plaquinha longe dos contatos das baterias, usei os próprios isolantes que existiam na bateria original.
Aqui as baterias velhas da parafusadeira, que foram descartadas corretamente nos “papa-pilhas” que se encontram por ai pra recolher baterias usadas.
Para carregar continuo usando o carregador original da parafusadeira, a corrente é baixa, mas carrega, demora um pouco mas carrega certinho. A autonomia total ainda não sei estimar, já usei a parafusadeira pra fazer uns serviços bem pesados e agüentou bem! Não arriou!
Como as vacas estão magras, até as visitas aos “shopping centers” estão raras. Mas como estou planejando (e precisando) de uma melhoria na nova bancada da oficina, fui atrás de uma prateleira de aço que fosse baratérrima. (E foi, custou 15 reais )
E achei! Uma que era fabricada por um amigo (já falecido) aqui na cidade, que é literalmente a prova de bala! Usa uma chapa bem mais grossa que as que se acha pra vender por aqui.
Claro que pra achar isso foi preciso visitar vários dos “shoppings” aqui da cidade. Nessas visitas deu pra achar umas coisinhas bem legais. A maioria da miudeza os donos nem quiseram cobrar, já que não tem valor algum.
Temos ai, um cabinho P2-P2, um pedaço bem grande de fio “brasileirinho” que é usado para cabo de aterramento, alguns pezinhos mas que também servem como parafuso de aperto manual, alguns conectores e baluns, duas bombas de aquário (que cortaram os cabos mas estão ok, já testei) e 11 fitas cassete.
Essas fitas cassete serão reaproveitadas pra fazer um “repro” das fitas do CCE MC1000. Sim, eu tenho uma “desgraça” dessa.
Essa é a estante. Tem uns pontos com ferrugem, mas é muito superficial, uma boa lixada e nova pintura vai ficar zero bala! Principalmente acabando com essa salada de cores!
É uma prateleira de quatro bandejas, mas vou cortar os trilhos no meio e fazer duas de duas bandejas. Assim que estiver pronto, mostro como ficou. Se nada der errado vou lixar daqui a pouco e a pintura será feita na segunda-feira.
Oi…. não morri. Tamos na labuta e pondo a casa em ordem.
Vamos a mais uma visita aos “shopping center”?
Bem… mais ou menos. Comprei uma serra circular “Makita” de 7″ de um catador de sucata por 15 reais. Tava toda meio desmontada (parafusos mal apertados) mas com a aparência muito boa! A foto a seguir é dela toda desmontada e com a as peças já devidamente lavadas. Uma pena que esqueci de fazer foto dela como veio, afinal tava bem sujinha de poeira e graxa.
Defeito da serra? Motor completamente torrado! Estator e induzido. Porque jogaram fora e não consertaram? Descobri isso tentando comprar um induzido novo pra ela… O pinhão do induzido desta aqui tem 9 dentes. Os originais tem 7 dentes pelo que me lembro. A solução? Mandar reformar.
O custo da reforma do induzido ficou em 110 reais. Também troquei o rolamento do lado do coletor de das escovas que estava apresentando ruído. Eu não tinha um sacador de rolamento aqui, o jeito foi improvisar um.
Pra economizar um pouco eu mesmo rebobinei o estator. Comprei 200 gramas de fio esmaltado por 20 reais e ainda sobrou muito fio. O cartão para isolação das bobinas e o espaguete de fibra emborrachada já tinha aqui nas minhas bagunças.
Uma bobina pronta, vamos pra segunda.
Estator pronto pra ser montado. Não envernizei as bobinas, apenas prendi com abraçadeiras plásticas.
E a belezinha montada e testada.
Pois é… se eu tivesse uma dessa quando fiz o telhado do cafofo não teria ralado tanto minha velha Bosch Hobby… A Bosch sofreu pra caramba pra cortar as peças de madeira, a ponto de ter que parar diversas vezes pra ela esfriar, sem falar que ela usa disco de 5″ que não acha mais hoje.
O gasto total pra reformar essa serra foi de 110 reais do induzido, 20 reais do fio para o estator, 7 reais do rolamento novo e 5 reais duas escovas novas. E.. o 15 reais do sucateiro. Total da brincadeira: 157 reais pra ter uma serra circular de 7 polegadas.
Até que esteve muito bom, não é mesmo?
Edit em 31/05: Como alguns pediram um comparativo de preço, segue.
Uma serra Makita similar custa nesta data em média R$650,00
Uma serra genérica, mas cópia da Makita custa em média nesta mesma data R$330,00
Então fiquei com uma serra que posso considerar em estado de nova pela metade do preço de uma nova. Como disse acima esteve muito bom!
Quem sempre usa o correio pra enviar as coisas sabe que comprar caixas deles não sai nada barato. Existem opções mais baratas, mas da pra fazer em casa a custo ínfimo. E como sempre vendo algumas coisas pelo Mercado Livre Lixo e acabo precisando de caixas.
Antigamente eu pegava caixinhas de fax-modem, fonte de pc e de processadores na loja de informática de um amigo e reaproveitava virando-as do avesso. O problema é que… caixa de fax-modem e placa de vídeo, praticamente sumiram, já que praticamente ninguém mais usa modem e placa de vídeo virou coisa de nicho. Caixa de fonte ainda até tem, mas como se monta muito pouco desktop hoje, não sobra muita. E caixa de processadores, as boas eram até as que vinham os Semprom dentro, dai pra frente as caixas ficaram muito pequenas e não alcançam a media mínima aceita pelos correios.
Nisso comecei a reaproveitar caixas maiores, mas tinha que recortar, fazer gambiarras pra poder usar. Depois de pensar um pouco e ter papelão a vontade (tem um supermercado aqui perto) bolei um jeito de fazer uma caixinha de tamanho 18 x 14 x 4,5cm que dá e sobra pras coisas que vendo, usando um mínimo de cortes no papelão.
Tudo parte de uma placa de papelão com 45 x 23cm. A partir dela, é preciso apenas fazer pequena marcas, vincar o papelão, oito cortes, dobrar, passar uma fita adesiva em volta e pronto.
As medidas são estas:
Creio que no que tange as medidas não precisa explicar. Onde estão os riscos azuis, é necessário fazer um pequeno vinco (afundamento) no papelão, para facilitar a dobra, eu costumo prensar o papelão com uma régua de aço inox, pode usar também algum objeto sem corte e riscar o papelão.
Devem ser feitos oito cortes, para poder montar a caixa. Os cortes são os exibidos acima. Feito isso vamos dobrar e montar a caixa.
A montagem é simples, inicialmente dobre as quatro parte menores, feito isso dobre as duas partes de 4,5cm internas, dobre as duas abas do fundo. As duas abas da tampa devem entrar entre as orelhas pequenas de 4,5cm e a abas do fundo, ficando por dentro da caixa.
Para segurar a caixa montada, pode passar uma volta de fita adesiva na lateral da caixa, isso a segura montada. Então é só colocar o objeto dentro, lacrar tudo com fita adesiva, botar a etiqueta e bora pro correio.
O custo é ínfimo. Será só da fita adesiva necessária para fechar a caixa, o papelão consegue-se grátis.
Se a prancha de for menor do que o necessário, não há problema em emendar, já cheguei a fazer caixas com até 3 emendas. E não fica fraca depois de lacrar tudo com fita adesiva.
As emendas eu faço colocando as bordas bem juntas e passo fita por baixo e por cima, duas camadas.
Claro que as medidas que mostrei podem ser alteradas, pode-se modificar a vontade, porem para o correio é bom que não fique menor que os 18 x 14 x 4,5cm.
Então sempre que consigo pranchas de papelão grandes, já corto tudo na medida de 45 x 23cm e guardo, dessa forma não ocupa tanto espaço e somente faço os vincos, cortes e dobras quando preciso de caixa.
Reciclar tá na moda e ainda por cima ajuda a economizar um bom dinheiro com caixas prontas.
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