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   sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

Quando eu tive uma rádio pirata.



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:X: Acho que todo mundo que mexe por hobby ou trabalha com eletrônica, pelo menos uma vez na vida montou um transmissor de FM por mais simples que este possa ser.

Esta placa é o famoso Micro Transmissor de FM que foi publicado na Revista Eletrônica (Saber).  Depois ele virou o famoso Scorpion.

Essa placa é a original da revista, observe a bobina impressa para facilitar o trabalho dos menos experientes. Esta placa vinha como brinde no numero 56 da Revista Eletrônica, pela editora Saber.

Uma curiosidade desta placa é que ela não usa microfone de eletreto e sim um fone de ouvido de cristal adaptado como microfone. Por isso ela tem um pré-amplificador com um BC548, que foi removido no Scorpion pois o microfone de eletreto já tem um sinal suficientemente forte pra modular o oscilador.

O circuito é o clássico oscilador Pierce em base comum. Este foi publicado a exaustão em toda e qualquer revista de eletrônica. Acho que não tem um ser que mexe com eletrônica que não viu esse circuito pelo menos uma vez na vida. :-P

Minha primeira experiencia com transmissor foi com um circuito valvulado para AM que está publicado na revista Experiências e Brincadeiras com a Eletrônica Junior, numero 11. Isso foi lá por volta de 1986 ou 1987. Lembro-me de ter pentelhado alguns técnicos de TV pra conseguir as válvulas. :tooth:

Os restos desse transmissor ainda existem. Está em estado lastimável. Pois eu o montei em um “chassi” feito de eucatex e a enchente de 2008 se incumbiu de arrebentar tudo. Dê um desconto que esse treco ai está com 39 anos, ficou submerso por algumas horas. E eu tinha apenas 13 anos quando montei isso ai. Como se pode ver abaixo, sobrou um monte de lixo. Mas penso em reaproveitar as peças que ainda estiverem boas e fazer algo similar a capa da revista.

Mas a coisa se tornou “séria” por volta de 1990, quando já estava experimentando circuitos para FM, e foi publicado na revista Eletrônica Total, o transmissor de FM Stereo. Os olhos brilharam e as lombrigas ficaram alvoroçadas!

Lembro que levou alguns meses pra conseguir juntar o dinheiro, comprar as peças, desenhar o circuito impresso na mão e montar esse transmissor. E nessa época mais um amigo, o “Pardal” resolveu se juntar nessa bagunça e montou um também.

Obviamente duas coisas aconteceram. Primeiro que a gente não se contentou com o BF494 no oscilador/transmissor. Tacou logo de cara um 2N2218 e com 12V. Isso não deve ter passado de uns 500mW porém com certeza ficou muito mais potente que o BF494 }:D , mas já foi o suficiente pra fazer um bom estrago.

Usamos na época uma antena plano terra, cortada para a freqüência. Não medimos a estacionária, pois nenhum de nós tínhamos medidor de onda estacionaria, pois custava caro e era difícil de comprar aqui na roça.

A distancia do teste foram “espantosos” 1,34Km em linha reta, mas levando-se em conta que os ditos transmissores para até 100 metros nunca passavam sequer dos 10 metros de distância, até que esses 1,34Km é uma boa distancia. Mas o fato é que escutei o sinal vindo da casa do Pardal, num rádio toca-fitas Roadstar RS-9300DX montado numa daquelas caixas “corujinha” e ligado a uma antena plano terra em cima do telhado.

Esse ai é o lendário Roadstar da escuta, sim eu ainda tenho ele. Vai ser restaurado uma hora dessas. :D

A segunda coisa é que o circuito não funcionou exatamente como o descrito. Não sei o motivo ao certo, mas o oscilador com o CD4093 não oscilava nos exatos 76kHz necessários, e não “dava stereo”. Na época sem a gente saber muito de eletrônica (e lembre-se, internet não existia ainda) acabou modificando o circuito e substituindo o CD4093 por um LM555. Ai conseguimos os 76kHz, acendia o led stereo dos receptores, mas nada de separação de canais. Como sempre, as revistas da Saber tinham erros nos circuitos. No fim acabava-se aprendendo mais ainda, pois você tinha que consertar os circuitos! :sarcastic:

Cheguei a montar outro projeto de uma placa multiplex (é o circuito que junta os canais esquerdo e direito e faz o sinal stereo, vulgarmente chamado de sinal MPX) publicada na revista Eléctron 21 (1988) e também não consegui a separação de canais. Hoje eu sei o motivo que não dava separação, a culpa era a pobre banda passante do transmissor que matava parte do sinal MPX, que se estende até por volta de 53kHz. Mas isso não vem ao caso agora.

Uma coisa é estes transmissores oscilador livre não param na freqüência por nada. Variou a temperatura, muda, variou a tensão, muda, variou a umidade relativa do ar, muda, mudou a posição do rabo da lagartixa, muda a freqüência.

Por volta de 1993 um outro amigo (Douglas) apareceu com um transmissor de FM cristalizado, na freqüência de 107.3MHz. Era um circuito com aparência muito antiga, olhando hoje o circuito dá quase certeza que foi algum radioamador que montou aquilo, devido as técnicas incomuns que não apareciam nas revistas. Eu e um outro amigo (Junior) enquanto não conseguimos pegar esse transmissor do Douglas pra levantar o esquema não sossegamos. O mais legal, esse transmissor além de muito estável, já usava um PA com um 2N6082!

Enfim um certo dia conseguimos pegar o transmissor emprestado. Ele era montado por um sistema que os radioamadores chamam de ilhas manhattan. Consiste em pequenos pedaços de placa de circuito impresso coladas em cima da face cobreada de uma outra placa de circuito impresso. E você vai soldando as peças nessas ilhas. Fica uma montagem meio feiosa, mas funciona muito bem pelas baixa indutância distribuída.

Ai veio o problema, onde conseguir os cristais em 1993? Sendo que nem telefone a gente tinha em casa. A solução foi transformar o oscilador a cristal em um oscilador livre e assim nasceu uma lenda chamada DX25. Esse era o nome do transmissor. Ele parecia dar cerca de 25W, mas acredito que era menos, algo perto de uns 15 a 20W.

Essa foto é o DX25 do Junior, ele tem essa foto guardada da época. Um fato curioso é que essa caixa não tem uma medida padrão apesar de lembrar um gabinete 19″. As chapas a gente comprava num ferro-velho aqui já cortadas, eram chapas de uma fabrica de escapamento de carro que sei lá o motivo foi parar lá. Eram chapas novas. E a caixa era toda montada com solda de estanho nos cantos. O painel era feito com Letraset branco.

Mas ainda restava o problema do stereo. Os circuitos das revistas não funcionaram e foram pra caixa de sucatas. Nessa época o Pardal conseguiu uma placa MPX original da Telavo, junto veio o esquema. Pra nossa surpresa essa acabou funcionando depois de muito apanhar pra ligar ela. Lembre-se que naquela época era tudo mato, ninguém tinha muita informação e o que tínhamos vinham das revistas.

Claro que a gente deu um jeito de clonar essa placa.  Mas claro que os clones tiveram que ter modificação. De novo o problema era o cristal. A placa usava um cristal de 2.432MHz para dividir e obter os sinais de 38kHz e 19kHz necessários para o MPX. A solução foi capar o cristal,  o CD4060 e acrescentar o oscilador com um ressonador de 455kHz e o CD4018 copiado do projeto da Eléctron 21.

Restava resolver o problema do oscilador livre, mas a gente já estava no ar (Eu, Pardal e Junior) cada um com seu transmissor e com stereo funcionado de verdade! E tome pirataria. :X:

Nesta época eu já trabalhava a algum tempo com conserto de Rádio PX e me baseei no circuito do PLL do SuperStar 3900 e fiz um PLL pra FM do meu jeito. A saída do mixer do VCO gerava um sinal entre 17 e 21MHz de acordo com a tabela de jumpers do PLL e fiz um circuito multiplicador por 5 que finalmente chegava na faixa de FM. Pois 21 x 5 = 105MHz! Aleluia! Finalmente freqüência estável!

Em 1993 eu comecei a retransmitir de forma pirata a Jovem Pan de Campinas – SP, lembro-me que utilizava um rádio gravador  pra receber a JP Campinas que ficava no inicio da faixa e retransmitia o sinal em 106.1MHz. A antena já não era mais a velha plano terra, já tinha passado para uma colinear com dois dipolos. Cobria praticamente a cidade toda! Essa farra durou até o final de 1994, quando cansei da brincadeira e fiquei sabendo que ganharíamos uma franquia oficial da JP aqui na cidade. Nisso o velho DX25 pendurou as chuteiras e eu acabei vendendo pra um sujeito de Santa Rita do Passa Quatro que queria ser pirateiro por lá, nunca mais tive notícias. Depois em alguma data incerta, acabei montando as placas para um segundo DX25, mas nunca o encaixotei, a vontade de ter uma estação pirata já tinha ficado pra trás e eu já estava me enveredando para o lado do radioamadorismo. E a placas foram parar também na caixa de sucatas.

Bem o crime de pirataria já prescreveu, né? :-o*  Já se passaram 30 anos .:lol:. os sinais que irradiei naquela época se conseguiram escapar para o espaço,  já passaram muito tempo a galáxia de Andrômeda. Os sinais já percorrem 30,21 trilhões de quilômetros! O curioso que ~30 trilhões de quilômetros são 1 Parsec!

Algum ET lá por aquelas bandas pode estar dançando ao som de Corona – The Summer Is Magic .:lol:.

Quando fiz a mudança da oficina em Novembro de 2017 acabei encontrando as placas do DX25. E as guardei em uma caixa pensando, um dia eu remonto ele. 8-)

Tem ai nessa caixa, a placa MPX, clone da Telavo (a placa com 4 bobinas Toko), o protótipo do PLL (A placa com 3 bobinas Toko e jumpers pretos) o velho transmissor montado em ilhas manhattan, a placa do PA que está sem o transistor de potência, o filtro de harmônicos (a caixinha com os cabos pretos) e o veeelho transmissor stereo da eletrônica total (a placa original, a primeira)

As placas uma a uma:

Este é o projeto da Eletrônica total 27. Observe a direita o LM555 enfiado na porrada no lugar do CD4093. A placa foi desenhada na caneta, teve um monte de modificações. Tem os rabiscos com a data: 03/08/1991. Essa placa não pretendo restaurar, só lavar, dar uma limpada e guardar assim mesmo.

Cheguei a fazer uma segunda placa dessa em Novembro de 1991 para um dos trabalhos de laboratório do curso técnico em Eletrônica (na Escola de Comercio, Prof. Hugo Sarmento)

Essa placa já está meio que restaurada, pois a utilizei pra desvendar o porque diabos esse circuito não dava separação de canais. E o culpado, obviamente são pequenos erros no circuito.

Primeiro o oscilador com o CD4093. O circuito parece ser muito dependente das características do CI (muda de um fabricante pro outro) e a freqüência fica muito, mas muito acima dos 76kHz. O valor de C1 teve que aumentar pra cerca de 2nF. Falta um resistor em série com o cursor de P3, pois o ajuste de P3 interfere no ajuste de P2. O sinal entrando pelo emissor do Q3 também não é funcional, o áudio fica extremamente baixo, o melhor é injetar na base do oscilador. E o mordomo é o capacitor C10, 10nF é muita coisa e mata muito do sinal MPX, seu valor deve ser abaixado pra 1nF ou 470pF. Ai essa desgraça passa o sinal MPX e separa os canais. :yahoo:

O MPX copiado do Telavo, olhe só as trilhas todas feitas a mão e as gambiarras pra poder colocar o CD4018 no lugar do CD4060. O pior que a placa original tinha esse formato curvo nas trilhas, esse desenho é uma cópia praticamente fiel da original.

Esses jumpers de fio por baixo, é porque esta placa recebe alimentação de +12 e -12V pelos dois lados.

O velho o transmissor montado em ilhas manhattan. Estava sem o transistor driver e o transistor final. Observe que o fundo é uma placa de cobre estanhado e foram grudadas pequenos quadrados de placa para servir de pads e os componentes são soldados nesses quadradinhos de placa.

O filtro de harmônicos e o amplificador de 25W. Olhe só o exagero da bitola do fio da bobina e o BY127 (diodo verde no canto superior esquerdo). :ninja:

O PLL protótipo, se olhar as peças, é “uma de cada pelo”. Coisa típica de coisas montadas a partir de sucata. :-o*

E chegamos a dezembro de 2024… :time: chegou o dia que resolvi remontar o velho DX25. :coffe:

O amigo Bilon me arrumou uma caixa de um velho receptor de satélite e montei tudo nela, e no capricho. O que não tinha conector, ganhou conector, os chicotes, todos amarrados, nada de fio solto. Reaproveitei até a fonte chaveada do receptor, mas tive que dar um bom upgrade nela pra conseguir mais corrente.

Foi preciso trocar um monte de peças, tinha muita coisa deteriorada, como os capacitores eletrolíticos por exemplo, trimmer, trimpot, olhe o estado do soquete de 8 pinos. Tá verde! 8x   Essas placas também foram afetadas pela enchente de 2008. :rain:

Lá em 1992 de mais avançado eu tinha era um frequencimetro. Hoje a gente tem ferramenta melhor, mais avançada, ai estou analisando o filtro de harmônicos. Até que está bem certinho! Ele não tinha conectores RCA, adaptei dois nele pra ficar mais bonitinho e prático de montar.

Naquela época, VU era de ponteiro ou com IAA180. Hoje, você compra um VU cheio de frescura na China, até com indicador de pico. Claro que pra receber o sinal na bancada na carga fantasma, apelei pro velho Boksonic TSG-45, que por sinal esse também é da época. Era ele mesmo que utilizava. Olha ali uma segunda placa PLL… :-o* de época também. Mas a que é o protótipo, esta no transmissor. Sei que é ela por causa da salada de peças de sucata, cada uma de um jeito.

O DX25 agora virou DX15 por um simples motivo. A fonte chaveada que era original do decoder de satélite, mesmo com todos os upgrade que consegui fazer nela pra tirar mais corrente, não agüenta mais do que 15W. O wattímetro Buzz 50 indicando 15W e o freqüencímetro Linear FL1000 indicando a frequencia do transmissor.

Colocar o DX15 no ar novamente? Não, nem pensar. Não tenho mais saco pra isso. Remontei ele mais por nostalgia e pra preservar as placas que estavam abandonadas.

Tenho ideias de montar algum outro transmissor? SSIIIIIMMMM… inclusive já comecei. Só que esse vai ser o “the ultimate”. Vai ter tudo o que tem de direito. }:D tudo que sempre quis e não foi possivel. Vai ficar melhor do que muito transmissor de algumas rádios por ai.

Alias tem mais coisas que eu omiti nesse texto, de transmissores que montei, mas isso não encaixa muito no contexto do que eu queria escrever acima, fica pra uma próxima oportunidade ou um complemento deste texto.

 



   sexta-feira, 29 de outubro de 2021

Revirando as catacumbas.



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Até o cheirinho disso aqui é uma nostalgia. (wub)

Mais detalhes do que é, no final de semana, se eu conseguir terminar de montar. O circuito é praticamente isso, mas o que falta é a caixinha de madeira. :-))

Quem for muito observador e talvez conhecer o circuito, já vai matar de primeira. }:D



   segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Lâmpadas.



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Lâmpadas.



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O que vocês geralmente fazem com lâmpadas CFL ou de LED quando elas “queimam”? :-?

Bem, eu costumo desmontar pra retirar o reator eletrônico, para reaproveitar o toroide que tem neles. Mas nessas idas e vindas desmontando lâmpadas, você se pergunta, porque não tentar consertar, se não estiver muito “torrada”?

Pois bem, passei a fazer isso a algum tempo atrás. Em geral eu ganho essas lâmpadas de amigos que naturalmente iram jogar no lixo.

Esses dias estava com uma caixa aqui que juntou umas 15 lâmpadas pra desmontar e ver o que dava pra reaproveitar. Destas aproximadamente 15, consegui recuperar 7 delas, as abaixo.

São 3 LED e 4 CFL. Defeitos?

As de LED com bocal E27 era apenas capacitor estufado ou ESR nas nuvens. A tubular, apenas a bobina do driver estava solta dentro do tubo, essa lâmpada é praticamente nova, e levou um tombo e arrancou a bobina da placa. Umas gotinhas de cola rápida, dois pontinhos de solda e voilà, funcionando.

As CFL. A G&E, reator pifado, troquei um bom que saiu de outra. A Philips, fusível queimado e um transistor em curto. A Osram um diodo em curto e fusível queimado e a FLC também troquei o reator inteiro.

  • Ah… mas compensa consertar? o_O

Bem, tudo ai pro lixo, certo? Em geral verifico se vale a pena da seguinte forma.

LED, basta dar uma boa olhada nos LED, se não estiverem com um “furinho” preto, pega o multímetro analógico e testa um por um. Se estiverem OK, o driver foi pro espaço. O driver em geral estufa capacitor ou morrem em definitivo. Quando é capacitor, troca. Um capacitorzinho de 50 centavos e pronto. Se o driver morreu, pega de uma outra lâmpada led sucata que esteja bom e seja da mesma potencia.

Se tem led pifado, se for um ou dois no máximo, eu troco, pego de lâmpada doadora. Mais que isso vira sucata doadora de peças. Não aprovo o que já vi muita gente fazendo que é tirar o led ruim e colocar em curto, deixando um led a menos.

As CFL, primeiro observo se o “pé” do tubo de vidro não está preto. Se está, é lixo e só tiro o reator. Se não está preto, abro com cuidado e meço a continuidade dos filamento do tubo. Se ok conserto, se aberto, novamente tira o reator e joga o resto na reciclagem.

O reator se perder mais do que 5 minutos nele vai pra caixa de sucatas. Se estiver muito “cozido” (em geral a placa fica marrom) é sucata também. Em geral inspeção visual já se acha os defeitos. Quando tem fusível, se esta queimado, olhar os diodos da ponte retificadora e transistores. Olhe também os resistores de baixo valor que estão ligados nos transistores. Troca o que está aberto ou em curto. Não funcionou? Sucata. No caso de o bulbo estar bom pego outro reator de potencia igual na caixa de sucata e monto no lugar.

A caixa de sucatas pra salvar as candidatas.

Agora respondendo se “compensa”.

Pra mim, sim!

Uma LED custa por volta de 12 a 15 reais aqui no supermercado. Uma CFL de 8 a 12 reais.

Bota a 10 reais cada uma ai… são 70 reais que tirei do lixo. 8-)



   sábado, 29 de dezembro de 2018

Ganhei esta parafusadeira como brinde por participar um painel de pesquisas online de uma empresa conhecida, e isso faz tempo, esse programa não existe mais, uma pena, pois você juntava pontos e trocava por brindes e podia escolher o brinde que mais lhe agradava ou que você precisava numa espécie de lojinha. Saudades.

Curiosamente isso acabou no “desgoverno” do PT, quando também várias empresas pularam fora do Brasil. Até pra isso eles serviram.

Mas vamos lá, esta parafusadeira já tem uns 5 anos comigo, e a bateria começou a falhar. Não segura mais carga. Então, resolvi reformar a bateria.

Mas, que tipo de bateria colocar ali? As originais eram de NiCD, velhas conhecidas por efeito memória, etc… Olhando pras gavetas aqui, vi que tenho várias 18650 dando sopa aqui. Então pensei, porque não converter a bateria pra usar as 18650 e ganhar uma autonomia maior?

Curiosamente, meu amigo Pakéquis teve a mesma idéia, alias, tivemos praticamente juntos!

Pois assim que ele fez o post, fazia cerca de uma semana que tinha recebido da china, a plaquinha de controle de carga! Porem tive problemas com a compra. Havia comprado um kit com 5 placas, e o chinês me enviou apenas uma! Toca abrir disputa e pedir reembolso da diferença do valor, mas deu tudo certo.

Então vamos desmontar. Por sorte a bateria é fechada com parafusos, nada de cola!

Até parece que foi feito pra usar 6 baterias 18650! Coube certinho! Essas 18650 saíram de um pack de bateria de notebook que deu defeito na placa de controle, então todas as 6 baterias estavam ok!

Fecha certinho, sem forçar nada!

Esta é a placa de controle de carga que usei, foi comprada no AliExpress. Caso o link ai não funcione no futuro, pesquise por 18650 3s board. Tem vários modelos, escolha a que couber melhor no seu projeto.

A ligação não tem segredo. Utilizei duas 18650 em paralelo para cada grupo. Para manter as baterias fixas e facilitar a montagem, colei uma a outra com super-cola.

Para ligação usei pedaços de fio retirado de uma sucata de fonte de PC.

Dá pra acomodar tudo sem dificuldade alguma no pack original. Pra manter a plaquinha longe dos contatos das baterias, usei os próprios isolantes que existiam na bateria original.

Aqui as baterias velhas da parafusadeira, que foram descartadas corretamente nos “papa-pilhas” que se encontram por ai pra recolher baterias usadas.

Para carregar continuo usando o carregador original da parafusadeira, a corrente é baixa, mas carrega, demora um pouco mas carrega certinho. A autonomia total ainda não sei estimar, já usei a parafusadeira pra fazer uns serviços bem pesados e agüentou bem! Não arriou!



   sábado, 2 de junho de 2018

Indo ao “shopping center” – 17



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Como as vacas estão magras, até as visitas aos “shopping centers” estão raras. Mas como estou planejando (e precisando) de uma melhoria na  nova bancada da oficina, fui atrás de uma prateleira de aço que fosse baratérrima. (E foi, custou 15 reais :$: )

E achei! Uma que era fabricada por um amigo (já falecido) aqui na cidade, que é literalmente a prova de bala! Usa uma chapa bem mais grossa que as que se acha pra vender por aqui.

Claro que pra achar isso foi preciso visitar vários  dos “shoppings” aqui da cidade. Nessas visitas deu pra achar umas coisinhas bem legais. A maioria da miudeza os donos nem quiseram cobrar, já que não tem valor algum.

Temos ai,  um cabinho P2-P2, um pedaço bem grande de fio “brasileirinho” que é usado para cabo de aterramento, alguns pezinhos mas que também servem como parafuso de aperto manual, alguns conectores e baluns, duas bombas de aquário (que cortaram os cabos mas estão ok, já testei) e 11 fitas cassete.

Essas fitas cassete serão reaproveitadas pra fazer um “repro” das fitas do CCE MC1000.  Sim, eu tenho uma “desgraça”  dessa. (:)

Essa é a  estante. Tem uns pontos com ferrugem, mas é muito superficial, uma boa lixada e nova pintura vai ficar zero bala! Principalmente acabando com essa salada de cores! :sarcastic:

É uma prateleira de quatro bandejas, mas vou cortar os trilhos no meio e fazer duas de duas bandejas. Assim que estiver pronto, mostro como ficou. Se nada der errado vou lixar daqui a pouco e a pintura será feita na segunda-feira.



   sábado, 2 de abril de 2016

Indo ao “shopping center” – 13



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A alguns anos atrás, cai na besteira de comprar um bebedouro de galão de 20 litros eletrônico, os que usam pastilha peltier pra refrigerar. O porque cair na besteira? Porque aquilo consome uma energia lascada pelo tanto que “refrigera”.

Na verdade aquilo (pelo menos o meu, uma tranqueira da Master Frio) só refresca a água, principalmente em dias quentes, quando mais se quer água gelada. Porque só refresca? Pastilha peltier na verdade faz troca de calor, ou seja transfere o calor de um lado pro outro. E isso é amarrado a temperatura ambiente. Se estiver quente, a troca de calor será menos eficiente, e neste caso, você tem a água em uma temperatura maior. Quando está muito calor (chegou a fazer 37ºC no verão aqui), eu tinha agua somente fresca, e não gelada… :aiaiai:

No inicio do ano, passeando pelo sucateiro topei com um bebedouro de aço inox, com a base quebrada, mas era um bebedouro a compressor. Igual a uma geladeira. Negociei o bebedouro com o dono do ferro-velho… saiu pela bagatela de R$25,00 que é o preço que eles vendem só o compressor. Arrastei a encrenca pra cá, dei um banho de cloro pra desinfetar, banho de mangueira, bucha e sabão pra limpar tudo, comprei a base que estava quebrada, duas torneiras novas, 50cm de mangueira de silicone para água e o funil separador. Gasto em peças: R$82,00

Ah… foi preciso um cabo de força novo, que foi “doação” de uma tv velha lá do biohazzard. :sarcastic:

Mas teve um detalhe que foi o que demorou pra por esse bebedouro pra funcionar… conseguir as peças! Cheguei a telefonar para umas três ou quatro autorizadas da marca que tem aqui na região… aconteceram duas coisas. Ou não trabalha mais com a marca (não é mais autorizado) ou reclama que não tem peças em estoque porque o fabricante é ruim de vender peças de reposição em pequena quantidade. Minha sorte foi que achei uma grande distribuidora de peças de refrigeração em São Paulo que tinha a base deste bebedouro em estoque. =] Foi na Absolutta.

bebedouro_natugel_mini

O resultado está ai em cima… um bebedouro a compressor, de aço inox, perfeito, pela bagatela de R$107,00. Nada mau né? 8-) Modelos similares, de inox no mercado livre, novos, custam entre R$450,00 e 700,00!!! :-o

O bom é que agora tenho água gelada de verdade, trincando de gelada, independente de estar 10ºC ou 40ºC lá fora. :-P

Bom… num outro passeio no sucateiro nesta semana, encontrei estas duas luminárias coloniais.

luminaria_colonia_1

Estão em ótimo estado, somente a preta que precisa ser lixada e receber uma pintura nova. A outra é novinha novinha. Elas serão restauradas para colocar na área lá de casa. Pois desde que fizemos a área da frente da casa no inicio do ano passado, não coloquei iluminação ainda. :tooth: (farei um post sobre a restauração logo logo)

Além das luminárias, encontrei também estas duas foto-células:

foto_celulas_valelux

Uma delas devo usar lá no cafofo pra acender uma pequena iluminação externa a leds que devo instalar. Além delas, as já tradicionais tomadas modelo antigo, que achando das boas, eu trago embora mesmo. :-o*

tomadas_antigas

Essas ai são da Bitcino, são daquelas que tem material fosforescente nas teclas, coisa que não se acha mais hoje em dia.

Além disso, peguei também um punhado de chicotes de fios finos, que são de alarme, som de carro, etc, pra aproveitar os fios cabinhos nas montagens eletrônicas de hobby.

chicotes_sucata

Luminárias, foto-células, tomadas e os chicotes, ficaram tudo em R$20,00 no sucateiro.

Uma coisa que eu e um amigo falamos… se você tiver paciência, olho vivo, e muita perspicácia, você monta uma casa só com coisas descartadas por pessoas que não dão valor as coisas, não sabem consertar ou tem dinheiro de sobra pra gastar e não consertam nada, descartam. Vide o bebedouro do inicio deste post. :coffe:

[ Ouvindo: Marcos Sabino – Reluz ]


   sábado, 21 de março de 2015

Indo ao “shopping center” – 9



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Mais um passeio ao “biohazzard”. Dessa vez o que saiu? Além de umas duas sucatas de rádios AM/FM como de praxe, que já foram desmontadas e retirado o que aproveita-se, curiosamente encontrei 3 punhados de resistores de 1/8W ainda na fita de papel.

 

resistores

São resistores de 10R, 39R e 470K. De quem era, e porque jogou fora, não faço a mínima idéia! As fitas de papel como estavam em muito mal estado, já retirei e joguei fora. Os resistores foram para o  gaveteiro. :tooth:

Mas na mesma andança topei com isso aqui:

Qual o defeito? O conector mini-usb simplesmente destruído, moído!

Pena que não tirei uma foto do conector como estava, mas na abaixo é o conector “novo” já instalado, o “novo” é porque saiu de uma placa de sucata.

Ah… a musica foi uma coincidência “proposital”. eheh. Explico. Na verdade eu não escolhi a música, mas quando fui fazer a foto estava tocando essa, dai esperei a palavra “chave”… A cura! Se não entendeu, eu desenho… a cura do MP3 Player foi um simples conector mini-usb. :-P

mini-usb

Agora parando pra pensar… Olha como são as coisas hoje em dia… estragou? Joga fora e compra outro! Nem pra trocar um mísero conector de prestam os “técnicos” de hoje em dia.

E o que me impressionou. A qualidade do som e o volume disso com esse tamanho minúsculo. Quando eu era moleque, um radinho de duas pilhas com o dobro do tamanho disso ai, tinha um som horrível, o que a gente chamava de “caixa de abelhas”.

E uns 25 anos depois, essas coisinhas surpreendem com a qualidade. :napster:



   sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Indo ao “shopping center” – 8



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E cada vez que visito o “shopping center” ou o “biohazzard” alguma coisa sempre sai!

Dei uma passada hoje por lá, no  “biohazzard” e olha o que encontrei na pilha de coisas a desmontar pra separar os recicláveis?

raquete_mata_mosquito

É… o terror dos mosquitos e pernilongos! }:D

Eu já tenho uma outra que peguei no ano passado no “shopping center”, e o defeito era ridículo, uma trilha quebrada na chave liga/desliga. Está funcionando até hoje.

Só que… de umas semanas pra cá começou uma infestação de pernilongos por aqui, que está uma coisa absurda! E em casa a coisa não está diferente. Até comentei com minha mãe que estava pensando em comprar uma raquete pra deixar lá em casa. Mas.. dai, achei essa por lá. Trouxe embora pelos módicos centavos de sempre.

Chego aqui, desmonto e qual o problema? A bateria que estava “preguiçosa”. Esse é um problema comum de baterias NiCD. Dei um “tranco” nela pra “acorda-la”, coloquei na carga e pimba! Está a todo vapor! Já fritei uns pernilongos aqui e está aprovada.

Uma destas, com bateria recarregável custa de R$25,00 a R30,00 aqui na cidade. Essa me custou menos de 1 real e ainda tive o prazer de recupera-la. Será uma sobrevida em algo que já ia pro desmantelamento total. :good:

Mas.. falando na infestação de pernilongos daqui, não está acreditando? Olha só:

pernilongos

Isso ai é o que eu resolvi ajuntar em uns 2 ou 3 dias. Mas claro que ai não está tudo, muitos dos que matei, não param na malha da raquete, esses ai foram só os que enroscaram. Devo ter matado pelo menos umas 3 vezes mais do que está ai. o_O



   sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Indo ao “shopping center” – 7



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Voltei hoje no meu shopping favorito, o “Biohazzard”.

Chego lá e vejo que tem um saco desse de rafia cheio de placas que o pessoal lá não tem o que fazer, pois o que pode ser reciclado eles já haviam retirado, como lata, cobre, alumínio, plástico.

Sobra mesmo só as PCB com os componentes que pra eles não tem utilidade, e literalmente LIXO!

Dai resolvi virar o saco de cabeça pra baixo no chão e olhar as plaquinhas pra ver o que tinha de interessante. E… não é que tinha? De duas plaquinhas que eu trouxe, quaaaaaase que sai um MSX 1. o:-)

Veja:

quaaaaaaase_um_msx1

O que que tem ai na foto? Eu ajudo.

Um Z80 PIO, que esse pra MSX não tem utilidade.
Uma PPI 82C55-2
Um Z80 CPU de 10MHz
Uma SRAM de 512KB
Um Z180 MPU (CPU?)
Uma SRAM de 32KB

Acha que parou ai? Claro que não. Do resto das placas que trouxe (umas 8 placas) que já desmontei e retirei praticamente tudo que se aproveita, saiu esse pote recheado de coisas legais:

sucatao_reciclado

Ai dentro tem uma infinidade de coisas… Tem até mesmo outro Z80, de 4MHz, algumas EProms de tamanhos variados, Memoria Flash, Memoria RAM, Cristais, um monte (que está no fundo) de TTL 74LS, 74HCT, 74F… Soquetes, Transistores, Conectores… e mais alguma coisa que eu esqueci.

Pra quem quer se divertir com montagens caseiras, pode economizar um bom dinheiro reaproveitando essas coisas de sucatas que infelizmente serão literalmente moídas. :tooth:



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E altamente gambiarrado por mim mesmo :)
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